Mais (e melhores) Médicos

Autores

  • Ana Maria COSTA Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal
  • Sábado Nicolau GIRARDI Universidade Federal de Minas Gerais
  • Vinicius Ximenes Muricy da ROCHA Universidade Federal de Campina Grande.
  • Erika Rodrigues de ALMEIDA
  • Leonor Maria Pacheco SANTOS Universidade de Brasilia - UnB

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v9i4.1810

Palavras-chave:

Saude Coletiva, formação médica

Resumo

Em um primeiro plano, é imprescindível reafirmar que a assistência à saúde depende diretamente dos trabalhadores deste setor e da capacidade dos mesmos para a produção do cuidado. Mesmo considerando que hoje a medicina e a atenção à saúde estão impregnados por noções que supervalorizam as máquinas, os exames e as tecnologias duras, é necessário enfatizar que saúde se faz com e para as pessoas, sendo determinante a atuação dos profissionais de saúde para se estabelecer o sucesso de um modelo de atenção. Também deve ser pontuado que há deficiências, quantitativas e qualitativas, na formação de diversas profissões da saúde no Brasil, e que estas profissões são fundamentais na constituição da equipe para uma atenção integral. A equipe de saúde deve ofertar um cuidado abrangente, ser resolutiva e capaz de atender o maior volume dos problemas de saúde apresentados pela população de um determinado território. É por esta razão que as equipes devem ser suficientes, qualificadas e bem distribuídas, efetivando o acesso universal da população residente em toda a extensão do país, nos moldes definidos para o direito constitucional dos brasileiros. Há evidências suficientes na literatura que mostram o tamanho desse desafio e o drama dos gestores municipais quanto ao provimento dos profissionais, com claro destaque sobre maiores dificuldades em relação aos médicos.

Biografia do Autor

Ana Maria COSTA, Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal

Professora no Curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal, ESCS. Ex- Presidenta do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, CEBES.

Sábado Nicolau GIRARDI, Universidade Federal de Minas Gerais

Coordenador da Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado/ Observatório de Recursos Humanos em Saúde da UFMG, Membro do Grupo de Especialistas da Organização Mundial da Saúde para aumento do acesso aos trabalhadores de saúde em áreas remotas.

Vinicius Ximenes Muricy da ROCHA, Universidade Federal de Campina Grande.

Médico de Família e Comunidade Sanitarista, professor da Universidade Federal de Campina Grande.

Erika Rodrigues de ALMEIDA

Sanitarista, Gestora de Políticas Públicas de Saúde.

Leonor Maria Pacheco SANTOS, Universidade de Brasilia - UnB

Patologista, Chefe do Departamento de Saúde Coletiva da UNB.

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Publicado

2015-12-31

Como Citar

COSTA, A. M., GIRARDI, S. N., ROCHA, V. X. M. da, ALMEIDA, E. R. de, & SANTOS, L. M. P. (2015). Mais (e melhores) Médicos. Tempus – Actas De Saúde Coletiva, 9(4), Pág. 175-181. https://doi.org/10.18569/tempus.v9i4.1810