Tecnologias de telessaúde inseridas no trabalho das equipes de saúde bucal
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Palavras-chave

Telemedicina, Atenção Primária à Saúde, Saúde Bucal, Teleodontologia

Como Citar

da Silva Lima, E. L. da S. L., Andrade Oliveira, M. C. ., Delfino de Albuquerque Canto, J. D. de A. C., & Dantas Cabral de Melo, M. M. (2026). Tecnologias de telessaúde inseridas no trabalho das equipes de saúde bucal. Tempus – Actas De Saúde Coletiva, 20(2), 91–108. https://doi.org/10.18569/tempus.v20i2.3386

Resumo

O objetivo do estudo foi analisar a inserção de tecnologias de telessaúde no trabalho das Equipes de Saúde Bucal da Atenção Primária à Saúde do Recife, Pernambuco. Trata-se de um estudo transversal de caráter descritivo, direcionado à totalidade dos cirurgiões-dentistas (26) que estavam em exercício profissional nas unidades de saúde do Distrito Sanitário IV. A coleta de dados ocorreu no segundo semestre de 2023, por meio da realização de entrevistas semiestruturadas. A análise de dados utilizou cálculos de estatística descritiva. Foram entrevistados 21 sujeitos, representando uma perda de 19,23%. Prevaleceu a faixa etária de 40 a 60 anos (66,65%) e o sexo feminino (76,20%); 95,23% ingressaram por concurso e todos possuem pós-graduação, com predominância em Saúde da Família (46,42%) e Saúde Coletiva/Saúde Pública (25,0%). A maioria (61,90%) afirmou utilizar telessaúde/teleodontologia recomendadas pela instituição (85,71%), mas apenas 38,09% as utilizam para orientação e/ou monitoramento dos usuários em tratamento. Essas tecnologias eram mais empregadas para estomatologia (64,70%), teleconsultas a especialistas (11,76%) e monitoramento de pacientes (11,76%). O contato telefônico predominou como meio digital de uso (44,44%), e apenas 18,51% afirmaram haver teleagendamento. A totalidade não participou de cursos sobre o uso da teleodontologia (95,23%), mas 69,23% se sentem habilitados. Apenas 28,57% usaram essas tecnologias antes da Covid-19, enquanto 85,71% as utilizaram durante a pandemia. Concluiu-se que tais tecnologias estão sendo inseridas no trabalho dos entrevistados; entretanto, existem restrições para o seu uso, e devem ser planejadas ações de educação permanente para proporcionar maior confiança no emprego ampliado e contínuo dessas tecnologias digitais.

https://doi.org/10.18569/tempus.v20i2.3386
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