Resumo
A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde pública. Além de prevenir doenças graves, a imunização ajuda a reduzir a propagação de agentes infecciosos, protegendo também aqueles que, por motivos médicos, não podem ser vacinados, como pessoas imunocomprometidas. Embora reconhecida por seu impacto positivo na saúde coletiva, a hesitação vacinal ainda representa um desafio recorrente. A hesitação é influenciada por diversos fatores, incluindo desinformação, falta de confiança nas instituições de saúde, preocupações com possíveis efeitos adversos e o alcance de campanhas de conscientização. O objetivo geral é descrever as evidências disponíveis sobre notícias falsas relacionadas às vacinas e seu impacto na percepção pública e na adesão à vacinação. Este estudo consiste em uma Revisão Integrativa de Literatura (RIL) e uma prospecção qualitativa de comentários que demonstram hesitação vacinal na página do Ministério da Saúde. A pesquisa evidenciou o impacto negativo da disseminação de notícias falsas sobre a vacinação, especialmente em plataformas digitais. A desinformação, amplamente propagada nas redes sociais, contribuiu significativamente para o aumento da hesitação vacinal, resultando em uma queda preocupante na adesão a campanhas de imunização. Esse aspecto, impulsionado pela desconfiança em relação à segurança e eficácia das vacinas, coloca em risco a saúde pública, visto que compromete a imunidade coletiva, essencial para a erradicação de doenças. É fundamental que as campanhas de conscientização sejam fortalecidas, utilizando uma abordagem mais proativa e digital, que alcance diretamente os públicos mais vulneráveis à desinformação, como jovens e grupos com menor acesso a informações científicas.

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