O impacto das notícias falsas na hesitação e recusa vacinal: revisão e prospecção sobre a desmistificação as notícias falsas
PDF

Palavras-chave

Hesitação Vacinal
COVID-19
Desinformação
Saúde Pública

Como Citar

Sandim, C. M., Rocha, L. C., Correa Júnior , A. J. S. ., Pinheiro, A. de S. ., & Teixeira, N. dos S. F. . (2026). O impacto das notícias falsas na hesitação e recusa vacinal: revisão e prospecção sobre a desmistificação as notícias falsas. Tempus – Actas De Saúde Coletiva, 20(2), 133–155. https://doi.org/10.18569/tempus.v20i2.3521

Resumo

A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde pública. Além de prevenir doenças graves, a imunização ajuda a reduzir a propagação de agentes infecciosos, protegendo também aqueles que, por motivos médicos, não podem ser vacinados, como pessoas imunocomprometidas. Embora reconhecida por seu impacto positivo na saúde coletiva, a hesitação vacinal ainda representa um desafio recorrente. A hesitação é influenciada por diversos fatores, incluindo desinformação, falta de confiança nas instituições de saúde, preocupações com possíveis efeitos adversos e o alcance de campanhas de conscientização. O objetivo geral é descrever as evidências disponíveis sobre notícias falsas relacionadas às vacinas e seu impacto na percepção pública e na adesão à vacinação. Este estudo consiste em uma Revisão Integrativa de Literatura (RIL) e uma prospecção qualitativa de comentários que demonstram hesitação vacinal na página do Ministério da Saúde. A pesquisa evidenciou o impacto negativo da disseminação de notícias falsas sobre a vacinação, especialmente em plataformas digitais. A desinformação, amplamente propagada nas redes sociais, contribuiu significativamente para o aumento da hesitação vacinal, resultando em uma queda preocupante na adesão a campanhas de imunização. Esse aspecto, impulsionado pela desconfiança em relação à segurança e eficácia das vacinas, coloca em risco a saúde pública, visto que compromete a imunidade coletiva, essencial para a erradicação de doenças. É fundamental que as campanhas de conscientização sejam fortalecidas, utilizando uma abordagem mais proativa e digital, que alcance diretamente os públicos mais vulneráveis à desinformação, como jovens e grupos com menor acesso a informações científicas.

https://doi.org/10.18569/tempus.v20i2.3521
PDF
Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2026 Tempus – Actas de Saúde Coletiva