Práticas baseadas em evidências para a transição de feto a recém-nascido

Autores

  • Judith S. Mercer
  • Debra A. Erickson-Owens
  • Barbara Graves
  • Mary Mumford Haley

DOI:

https://doi.org/10.18569/tempus.v4i4.845

Resumo

Muitas práticas comuns de atendimento durante o parto, nascimento, e no pós-parto imediato impactam a transição de feto a recém-nascido, incluindo a medicação usada durante o parto, protocolos de aspiração, estratégias para prevenir a perda de calor, clampeamento do cordão umbilical, e o uso do oxigênio 100% para a reanimação. Muitas das práticas de atendimento usadas para avaliar e manejar um recém-nascido imediatamente após o nascimento não tem eficácia comprovada. Não se obteve resultados definitivos a partir de estudos sobre os efeitos da analgesia materna no recém-nascido. Embora o clampeamento imediato do cordão umbilical seja uma prática comum, evidências recentes advindas de ensaios controlados randomizados de grande porte sugerem que o clampeamento tardio do cordão umbilical protege a criança contra anemia. O contato pele a pele do recém-nascido após o nascimento é recomendado como base da termorregulação e cuidado ao recém-nascido. Não foi provado que a aspiração rotineira dos bebês ao nascimento seja benéfica. Nem tão pouco a amnioinfusão, a aspiração de bebês que aspiraram mecônio após a saída da cabeça, ou a aspiração e intubação de bebês saudáveis como prevenção da síndrome de aspiração do mecônio. O uso do oxigênio 100% ao nascimento para reanimar um recém-nascido causa o aumento do estresse oxidativo e não parece oferecer benefícios em relação ao ar ambiente. Esta revisão das evidências a respeito das práticas de atendimento ao recém-nascido revela que, na maioria dos casos, quanto menos intervenções, melhor para o bebê. As recomendações apóiam um nascimento suave e fisiológico, e um atendimento do recém-nascido centrado na família.

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Publicado

2010-12-29