Abstract
A dengue é uma doença febril aguda, transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti, cuja proliferação é favorecida por acúmulo de água parada e condições urbanas precárias. Em 2024, o Brasil enfrentou a maior epidemia já registrada, superando até mesmo a COVID-19 em número de óbitos. Diante desse cenário alarmante, este trabalho criou um jogo educativo voltado a jovens e adultos, com o objetivo de informar, de forma lúdica, estratégias de prevenção e enfrentamento do mosquito transmissor da dengue. Desenvolvido entre março e maio de 2025 na disciplina de Educação em Saúde, o jogo foi baseado em dados científicos e estruturado com 110 cartas ilustradas, distribuídas em categorias como Mosquitos, Sintomas, Auxílio, Clima e Criadouros. A dinâmica do jogo estimula os participantes a comprar cartas e no baralho possuem mosquitos que contribuem para a derrota. A metodologia envolveu a aplicação de um questionário inicial para identificar lacunas de conhecimento e orientar o aprimoramento do conteúdo. Após a atividade, foi aplicado instrumento de avaliação com os participantes organizados em grupos distintos. Os resultados mostraram que a maioria dos jogadores ampliou seu entendimento sobre os sintomas da dengue, a importância da eliminação de criadouros e outras formas de prevenção. Conclui-se que o jogo possui potencial como recurso educativo, contribuindo para o enfrentamento à desinformação e promovendo o engajamento crítico. Sua aplicação em escolas e comunidades reforça o papel da extensão universitária como espaço de construção coletiva do saber.
References
Lima-Camara TN. A dengue é produto do meio: uma abordagem sobre os impactos do ambiente no mosquito Aedes aegypti e nos casos da doença. Rev Bras Epidemiol. 27 set 2024;27:e240048.
Medeiros EA. Desafios no controle da epidemia da dengue no Brasil. Acta Paul Enferm. 15 jul 2024;37:eEDT012.
Gomes JPM, Ribas IM, Valadares PAR, Jardim LS, Nogueira MC, Ferreira CC, et al. Relação entre temperatura do ar e incidência de dengue: estudo de séries temporais em Minas Gerais, Brasil (2010-2019). Cad Saúde Pública. 25 mar 2024;40:e00076723.
Xavier LL, Pessanha JFM, Honório NA, Ribeiro MS, Moreira DM, Peiter PC. A Incidência da Dengue Explicada por Variáveis Climáticas em Municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Trends Comput Appl Math. 28 abr 2025;26:e01476.
Nogueira DL, Sousa MS, Dias MSA, Pinto VPT, Lindsay AC, Machado MMT. Educação em saúde e na saúde: conceitos, pressupostos e abordagens teóricas. SANARE Rev Pol Públicas. 29 dez 2022;21(2)
Gomes JPM, Ribas IM, Valadares PAR, Jardim LS, Nogueira MC, Ferreira CC, et al. Relação entre temperatura do ar e incidência de dengue: estudo de séries temporais em Minas Gerais, Brasil (2010-2019). Cad Saúde Pública. 25 mar 2024;40:e00076723.
Gadotti M. Extensão Universitária: Para quê?. Inst Paulo Freire. 2017;15(1–18):1.
Claro LBL, Tomassini HCB, Rosa MLG. Prevenção e controle do dengue: uma revisão de estudos sobre conhecimentos, crenças e práticas da população. Cad Saúde Pública. 2004;20:1447–157.
Reis CB, Andrade SMO, Cunha RV. Responsabilização do outro: discursos de enfermeiros da Estratégia Saúde da Família sobre ocorrência de dengue. Rev Bras Enferm. 2013;66:74–8.
Acioli S. A prática educativa como expressão do cuidado em Saúde Pública. Rev Bras Enferm. 2008;61:117–21.
Brêtas JRS, Pereira SR. Projeto de extensão universitária: um espaço para formação profissional e promoção da saúde. Trab Educ Saúde. 2007;5:367–80.
Vasconcellos AA. Tecnologia Social: uma revisão de literatura. InterAção. 14 maio 2025;16(1):e89357–e89357.

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 2026 Tempus – Actas de Saúde Coletiva ISSN 1982-8829