O Projeto Vidas Paralelas Indígena e a construção da interculturalidade na formação em saúde: um estudo de caso

Maria da Graça Luderitz Hoefel, Denise Osório Severo, Edgar Merchan Hamann, Silvéria Maria Dos Santos, Maria Gorete Gonçalves Selau, Coletivo de Extensionistas do PVPI

Resumo


Este artigo busca resgatar e analisar o
processo pedagógico do Projeto de Extensão
Vidas Paralelas Indígena, com intuito de
refletir sobre seus avanços e limites com
1 Doutora em Sociologia. Professora do Departamento
de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília; Coordenadora
do Projeto Vidas Paralelas Indígena.
2 Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências
da Saúde da Universidade de Brasília; Pesquisadora
Associada do Núcleo de Estudos em Saúde Pública/
NESP; Tutora do Projeto Vidas Paralelas Indígena.
3 Professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade
de Brasília; Tutor do Projeto Vidas Paralelas
Indígena.
4 Professora do Departamento de Enfermagem da Universidade
de Brasília; Tutora do Projeto Vidas Paralelas
Indígena.
5 Médica. Servidora do Governo do Distrito Federal;
Tutora do Projeto Vidas Paralelas Indígena.
6 Coletivo de Extensionistas do Projeto Vidas Paralelas
Indígena da Universidade de Brasília.
relação à construção da interculturalidade na
formação em saúde. Trata-se de um estudo
de caso educacional qualitativo, cujo método
de coleta de dados utilizado foi composto por
consulta e análise de documentos, vídeos e
diários de campo dos extensionistas indígenas.
Os resultados indicam que a construção da
interculturalidade permeou todo o processo,
uma vez que o projeto teve como ponto de
partida e como eixos norteadores a expressão
dos olhares indígenas, o resgate das concepções
e cosmovisão que fundamentam o modo de
ver e compreender o mundo na perspectiva
dos diferentes povos indígenas, bem como a
construção de um espaço de diálogo entre as
distintas racionalidades e saberes existentes.
Estes princípios tem possibilitado que os
estudantes se apropriem do processo de
construção do conhecimento e confiram
sentido a ele, abrindo caminhos para a
facilitação das potencialidades dos educandos
e, consequentemente para a promoção de
processos emancipatórios. Além disso, destaca-
Saúde Indígena Tempus - Actas de Saúde Coletiva
Revista Tempus Actas de Saúde Coletiva 24
se como avanço a formação de uma Comissão
Intercultural no interior da Faculdade de
Ciências da Saúde da Universidade de Brasília,
com a função de debater e construir processos
de formação interculturais, que contemplem as
diferentes racionalidades, além de viabilizar o
acolhimento e suporte aos estudantes indígenas
ao longo de toda a graduação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18569/tempus.v6i1.1091



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Revista Tempus - Actas de Saúde Coletiva (ISSN 1982-8829).
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