Resumo
Este artigo analisa o perfil sociodemográfico, os processos formativos e as condições de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) no Brasil, com base em dados de um inquérito nacional com 7.435 participantes, à luz dos 20 anos da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Os resultados revelam a predominância de mulheres, majoritariamente negras, com ensino médio completo, residentes nos territórios onde atuam. Evidenciam-se contrastes regionais e limitações estruturais, como a baixa oferta de cursos técnicos e a escassez de programas de educação permanente. Os achados indicam ainda desafios contemporâneos, como o enfrentamento da desinformação em saúde. Conclui-se que a valorização dos ACS, a ampliação de sua formação e a garantia de condições de trabalho dignas são fundamentais para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde no SUS.

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